feito sussurro
que segreda
o instante
seguinte
AZUL
da cúpula
dos sonhos
em tempos
de espera
na certeza
do amanhã
AZUL
confirmando
que antes
de chegar
ao céu
todo pensamento
já é uma
RealIdade...
Veronica de Nazareth-Noic@
R E F L E X O ...
do outro mundo
que curva-se
para beijar
os lábios
da amada
ainda à espera
aqui embaixo.
Veronica de Nazareth-Noic@
27 dezembro 2011
B E I J O ...
Assim...
entre um beijo
e outro...
caiu
a estrela
do céu
da minha boca
e grudou
no teu corpo
para beijar-te
a noite toda...
Veronica de Nazareth-Noic@
26 dezembro 2011
P A R E D Ã O
Teço fios
de sedução
Emparedo
tua alma
Amo
LoucaMente
teu corpo
em becos
e labirintos
dos caminhos
do Desejo...
em pequenos
goles,
sorvendo
delicadamente
cada gotícula,
sentindo
o gosto do amor
a transpirar
e transitar
livremente
na pele
eriçada e doce.
Beba-me
tingida
de cabernet,
entregue
como as uvas
ao amasso,
na extração
do sumo.
Beba-me
como se fosse
matar a sede
no deserto:
sofregamente
beba-me
e delire depois,
na tontura leve
ou vertiginosa,
que (des)governa
e impulsiona
ao deliriuns treme
do Prazer...
Mar bravio
Remanso
Perigoso na margem
da derme
Enquanto
Borbulha oceano
Da mente
Vira a embarcação
Do sentir
E sobra
O nada
D'uma viagem
Pessoal e profunda...
Bebi tanto
dos teus líquidos
e não matei a Sede,
que agora Como
tuas entranhas.
Pedaços vivos
da tua Carne,
presos entre
meus Dentes,
por algum tempo
serão o Gosto
desse Amor
Insano...
Veronica de Nazareth-Noic@
*mucho loca...comiendo todo,para que sea entero el gusto...rs*
Me fiz bonita pensando em ti
Vesti de preto
Desde a calcinha até o chinelo.
Maneira excitante de me mostrar.
Esperei. Espiei à cada minuto.
Brinquei com as horas
Rodei ponteiros de relógio
Fiz de conta que li
E num falso ar de compenetração
Vi o tempo passar
Sem que chegasses.
Cansada, deitei.
Desiludida, adormeci.
Sonhei que me entreabrias
Os lábios com língua de fogo
E o calor foi tão intenso
Que acordei com as labaredas
Do incêndio de mim mesma.
Na torneira não havia
Um pingo d´água
Então
Piromaniacamente deitei
Sobre as brasas do meu desejo
Para finalmente ter sossêgo
No silêncio orgástico
Da solidão gelada...
Corta-me,
como a lenha que vai
crepitar na lareira,
fazendo fogueira de mim nos teus braços.
Corta-me,
igual ao copo-de-leite ou o lírio,
que vão enfeitar túmulos,
para falar de tanto amor.
Corta-me,
feito peito aberto em mesa cirúrgica,
tentando reavivar um coração
que ainda tem tanto por amar.
Corta-me,
tipo cebola que faz chorar,
dando sabor gostoso ao degustar.
Corta-me,
de forma romântica ou selvagem,
como queiras...de qualquer maneira...
só não deixa que eu fique
inteira e insossa; tempera-me.
Mas só depois de fatiar-me em emoção.
Então vem e
Corta-me,
igualzinho ao verdadeiro Tango,
nas suas 45 figuras plenas e marcadas:
Corta-me,
deixa apenas o eixo do prazer!
Chora, chora violão amigo,
na batida forte
das tuas cordas,
Acorda e faz Vibrar,
outra vez,
minha alma cigana
há tanto presa
no som
que não mais
se escuta.
C H O R A ...
derrama o sentir,
molha-umecta-revive
a certeza
do tempo novo,
Juntos,
à minha espera.
C H O R A ...
só me fazes chorar,
sem linha-horizonte
e sem trégua,
em gotas de letras
amor e saudade,
d'uma cigana
que não dança mais:
L
e
m
b
r
a
n
ç
a
C H O R A
pelos sons
da
alma faceira
d'outrora.
Meus mais profundos votos de uma noite única, neste 31/12 - momento de reflexão e mudanças, especialmente interiores, para que o Ano Novo possa ser de fato, Novo!
Que o 2011 chegue como hálito de esperança firme e segura; sendo certezas, movidas pela força da Fé; ânimo, coragem e boa vontade para todas as batalhas, com vitórias prometidas. E que o "Orai e Vigiai" não seja mais esquecido...
FELIZ ANO NOVO, no 31, no 1º e em todos os instantes de todos os dias, pelo júbilo da festa d'alma de cada um. Com carinho e amor-amigo.
Beijo de Luz, com as bênçãos de Deus Pai-Mãe, dos Anjos e dos Mestres.
M ana Su ... Sueli ...
A madAmiga que soubeste ser
N ada muda com tua "passagem"
A qui e em mim estás Viva -impossível te esquecer!
S uavidade carinho e amizade
U ma dádiva fostes na "terra roupagem"
S ueli de Carvalho Mulher Amiga Poetisa
U ma relíquia para quem com ela conviveu
E ternamente lembrança-viva querida
L uz mágica de amor-amigo em mim reprisa
I lummina e guiará sempre um coração que tanto aqueceu...
** AmigAmada: aqui, na certeza, de que tudo e só vale, pelo quanto possamos Ser,
Sentir e Expressar, Verdadeiramente. Bem como eras, sempre. Também certa,de
que um dia, nalgum lugar do Universo, ainda nos daremos o abraço físico que tanto
sonhamos e ficamos nos devendo nesta esfera. Estejas na Luz e em Paz, com o
Senhor, na Verdadeira Vida, minha Amiga!**
é a estação
da minh'alma,
despetalando
o tempo
em pétalas rubras
de interrogações
e laços
de rendas e fitas
suspensos,
num
despir de amanhã
por acontecer...
Não...Não...
essa não sou eu!
Apenas
cabelos ao vento,
tentando esconder
"borrões da alma",
que escorrem murmurantes
pelos olhos
da Saudade,
sempre presente.
Veronica de Nazareth-Noic@
SEMPRE
a alma em sintonia
transporta.
Acordada ou dormindo,
melodias e versos de amor
nascentes de tudo,
ficam impressos
por todos os lados,
exalados do sentir
que impregna
até na alfombra
dos sonhos,
somente em nanquim
desse transporte rápido
ao mágico recuerdo e encontro...
Veronica de Nazareth-Noic@
INFELIZMENTE...
alguns sonhos
ficam apenas
na faixa etérica,
onde almas
promovem,
algumas vezes
contando com o
acordar súbito
e real:
pensei estarmos
namorando
na romântica lua,
mas era somente
o olho indiscreto
da luneta potente
do vizinho
enciumado,
querendo ocupar
o teu lugar...
Árida,
a veia
do sentir
ressequida,
sem conseguir
circular.
Árida,
alameda
de caminho
(des)florido,
impossível
de transitar.
Árida,
febrícula
sensação
em tanto
atormentar.
Árida,
esturricada
vida
parada
no temp(l)o,
sem pulsar.
Árida,
silenciosa
e sentida
na espera,
de talvez
acordar...
Veronica de Nazareth-Noic@
DÁ-ME TUA MÃO ...
conduz minh'alma
à porta aberta
onde haja luz
e uma saída,
por pequena
que possa ser.
Dá-me tua mão...
remonta
meus fragmentos,
que alargo por dentro
o que encolho por fora.
Dá-me tua mão...
orienta meus passos,
perdidos no breu
deste instante
em que não posso ser
nem de mim mesma!